Vida longa ao Quarteto Fantástico

O fim de semana passado foi corrido e eu não consegui fazer a prévia do ATP Finals. De qualquer forma, nada aconteceu além do esperado. Apesar da excelente campanha em Paris, o Soderling não tem um terço do brilhantismo do Murray. Portanto, temos mais uma temporada terminando com o Quarteto Fantástico no topo do tênis.

Teremos na decisão do ATP Finals um Federer x Nadal que fez muita falta durante o ano (tivemos apenas um meia-boca no primeiro semestre) e não há favorito. Por mais que o retrospecto do espanhol seja muito melhor no geral e Nadal tenha feito um 2010 melhor, Federer está firme como no meio de 2009. É justo que suas forças sejam medidas no momento final.

Como fã de tênis, tenho que reconhecer que estamos vivendo uma época de ouro. Federer, Nadal, Djokovic e Murray proporcionam espetáculos a todo momento, tanto no lado técnico quanto emocional. Não estou colocando os quatro no mesmo nível, acredito que Federer seja o melhor de todos os tempos, mas o suíço tem coadjuvantes de muito respeito.

Nadal e sua mistura aparentemente contraditória de muita raça com extrema frieza. Sim, o espanhol é MUITO FRIO. Não importa qual seja o placar, ele vira como se fosse a coisa mais fácil do mundo e ainda sai correndo como se nada tivesse acontecido depois. Consciente de suas falhas, tanto que melhorou muitas delas, Nadal é um monstro, um muro gigante que até o melhor da história tem dificuldade para escalar.

Djokovic não será número 1 do mundo, mas só pelo que ele fez naquela semifinal do US Open e na Copa Davis, merece todo o respeito. No dia 3, o sérvio joga a final da competição de países em casa, contra a França, e a nação está em suas costas. Curiosamente, parece que Djoker cresce exatamente nesses momentos. E o que dizer de seu espírito bem-humorado? Depois de um jogo reclamando de lentes de contato, ele aparece com um tapa-olho na próxima partida! Salve Nole e seu carisma que persiste, apesar das derrotas.

Sei que já fiz inúmeros posts sobre Andy Murray, mas nunca é demais falar desse BRILHANTE britânico, sempre inconsolável e incrédulo por sua falta de sorte. Se ele souber sobreviver psicologicamente a esses traumas, será um nome para a história, assim como Federer e Nadal. A garra e o talento que Murray mostrou hoje fizeram da partida de hoje a melhor do ano. Talvez não será a mais lembrada, já que Federer x Djokovic no US Open e Isner x Mahut em Wimbledon foram em Grand Slams. Mas, se vale alguma coisa, eternizo neste espaço.

VIDA LONGA AO QUARTETO!

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Uma resposta para “Vida longa ao Quarteto Fantástico

  1. Mandaram mto hj!!!! Os quatro!!!
    O djoker podia não ter entregado no final, mas beleza!! 😛
    Mto bom o post! 😀

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